Projeto Construções Vivas é entregue no Campus Várzea Grande e fortalece integração entre ensino, pesquisa e sustentabilidade

Iniciativa contemplada pelo Edital nº 138/2025 proporcionou aos estudantes experiências práticas na construção de um laboratório vivo e reforçou a […]

Iniciativa contemplada pelo Edital nº 138/2025 proporcionou aos estudantes experiências práticas na construção de um laboratório vivo e reforçou a importância da pesquisa, da interdisciplinaridade e do cuidado com o meio ambiente.

Nesta sexta-feira (28), o Campus Várzea Grande do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT) realizou a cerimônia de entrega do Projeto Construções Vivas, iniciativa contemplada pelo Edital nº 138/2025. O projeto marca uma importante conquista para a comunidade acadêmica ao promover a integração entre conhecimento teórico, pesquisa, práticas construtivas, sustentabilidade e aprendizagem interdisciplinar

 

Durante a cerimônia, os estudantes envolvidos no projeto compartilharam as experiências vivenciadas ao longo do processo de construção do laboratório vivo. Os relatos evidenciaram não apenas os conhecimentos técnicos adquiridos, mas também os desafios enfrentados pela equipe e as soluções desenvolvidas para superar as adversidades encontradas durante a execução da estrutura.

A participação dos alunos foi um dos destaques do evento. Ao relatarem suas experiências, eles demonstraram como o projeto possibilitou colocar em prática conteúdos trabalhados em sala de aula, além de desenvolver competências relacionadas ao trabalho em equipe, à resolução de problemas e à busca por alternativas diante dos desafios encontrados durante a construção.

Pesquisa como instrumento de transformação

Outro momento marcante da cerimônia foi a presença do Pró-Reitor de Pesquisa do IFMT, Lenoir Hoeckesfeld, que destacou, durante sua fala, a importância da pesquisa para o avanço da sociedade e para o fortalecimento da comunidade acadêmica.

Segundo o pró-reitor, espaços como o laboratório vivo entregue no Campus Várzea Grande contribuem significativamente para aproximar a instituição da sociedade, ao possibilitar o desenvolvimento de conhecimentos, experiências e soluções que podem gerar impactos para além dos muros da instituição.

A entrega do espaço reforça, nesse sentido, o papel da pesquisa como instrumento de transformação e evidencia a importância de investimentos em ambientes que possibilitem aos estudantes e pesquisadores desenvolver projetos, testar soluções e produzir conhecimento de forma aplicada.

Paisagismo, sustentabilidade e cuidado com o meio ambiente

Durante a solenidade, a professora Sandra Lima compartilhou com a comunidade acadêmica suas experiências e reflexões sobre o desenvolvimento do projeto. Em sua fala, destacou a importância de proporcionar aos estudantes uma formação que ultrapasse os conteúdos teóricos e permita compreender a relação entre o ambiente construído, a natureza e a sociedade.

Entre os conhecimentos que busca transmitir aos estudantes está a relevância do paisagismo como ferramenta de integração entre meio ambiente e sociedade, além da necessidade de desenvolver uma consciência voltada para a preservação e o cuidado com o meio ambiente.

Nesse contexto, o laboratório vivo representa também um espaço de aprendizagem e reflexão sobre a importância de práticas mais sustentáveis, da valorização dos elementos naturais e da responsabilidade coletiva na construção de ambientes que respeitem e contribuam para a preservação ambiental.

Conhecimento que ultrapassa as áreas de formação

Outro momento de destaque foi a participação da professora Isabela Lucena. Embora sua área de atuação seja a Biologia, a docente buscou se especializar no uso do software Revit para contribuir diretamente com o desenvolvimento do projeto.

A iniciativa demonstra o caráter interdisciplinar do Construções Vivas. Diante dos desafios encontrados durante a elaboração da estrutura do laboratório vivo, Isabela passou a utilizar a ferramenta para auxiliar os estudantes na elaboração de soluções e no desenvolvimento do projeto.

A experiência reforça a importância da colaboração entre diferentes áreas do conhecimento dentro do ambiente acadêmico. A troca de saberes entre professores e estudantes possibilitou a construção coletiva de alternativas para os problemas encontrados ao longo da execução.

Microconcretagem na construção do laboratório

Os estudantes também destacaram a contribuição do professor Bruno Rodrigues, lembrado como incentivador e orientador nas práticas de microconcretagem, técnica empregada em diferentes etapas da construção do laboratório vivo.

A técnica foi utilizada desde a fundação até a estrutura de sustentação da construção, proporcionando aos alunos contato direto com procedimentos e conhecimentos relacionados às práticas construtivas.

Para os estudantes, a experiência representou uma oportunidade de compreender, na prática, etapas que muitas vezes são apresentadas inicialmente de forma teórica. A orientação dos professores foi fundamental para que os desafios encontrados durante a construção se transformassem em oportunidades de aprendizagem.

Um legado para as próximas gerações

Durante as falas da professora Sandra Lima e dos estudantes, uma mensagem esteve presente de forma marcante: a importância de deixar um legado para aqueles que virão depois, aliado à responsabilidade de cuidar do meio ambiente e de construir uma relação mais consciente entre sociedade e natureza.

Mais do que concluir uma construção, o projeto foi apresentado como uma oportunidade de criar algo que permaneça à disposição das próximas turmas e que possa continuar sendo utilizado como espaço de aprendizagem, pesquisa e desenvolvimento de novas ideias.

A preocupação em deixar uma contribuição para as próximas gerações reforça o caráter coletivo da iniciativa. Cada etapa desenvolvida pelos estudantes e professores passa a fazer parte da história do Campus Várzea Grande e pode servir como ponto de partida para novos projetos, pesquisas e experiências acadêmicas.

Nesse sentido, o laboratório vivo não representa apenas o resultado do trabalho de uma turma ou de um grupo de professores. Ele constitui um espaço que poderá ser apropriado por novos estudantes, que terão a oportunidade de aprender com o que foi construído e, ao mesmo tempo, contribuir para sua evolução.

Um espaço construído coletivamente

A entrega do Projeto Construções Vivas representa, portanto, mais do que a conclusão de uma estrutura física. O laboratório vivo passa a simbolizar uma experiência acadêmica construída coletivamente, reunindo conhecimentos de diferentes áreas e aproximando professores, estudantes e pesquisadores de situações concretas de aprendizagem.

Ao longo do projeto, os estudantes tiveram a oportunidade de participar de diferentes etapas do processo, enfrentando desafios, buscando soluções e desenvolvendo conhecimentos técnicos e habilidades fundamentais para sua formação profissional.

A iniciativa também evidencia o potencial de projetos interdisciplinares para promover uma educação conectada às demandas ambientais e sociais contemporâneas. Ao reunir paisagismo, Biologia, ferramentas de modelagem, pesquisa e práticas construtivas, o Construções Vivas demonstra como diferentes saberes podem trabalhar de forma integrada na criação de soluções sustentáveis.

Com a entrega do laboratório vivo, o Campus Várzea Grande amplia seus espaços de aprendizagem e reafirma a importância de iniciativas que aproximam a formação acadêmica da prática, da pesquisa, da inovação e da sustentabilidade.

Mais do que uma obra concluída, fica o compromisso de que o conhecimento produzido e as experiências adquiridas durante o projeto possam continuar circulando, inspirando novas turmas e contribuindo para a construção de um legado acadêmico que permaneça vivo dentro e fora do IFMT.

Agradecimento

Em nome do Instituto Federal de Mato Grosso, fica registrado o agradecimento aos estudantes Daniel Barros, João Tavares, Leidiane Curado, Maria Fernanda Coutinho, Leilizandry Santos, Natã Melo e Vinicius Matsubara, protagonistas de uma experiência que demonstra como o conhecimento, quando aliado à colaboração, à pesquisa e ao compromisso com o meio ambiente, pode se transformar em um legado para toda a comunidade acadêmica.

O Projeto Construções Vivas deixa, assim, não apenas uma estrutura física, mas também uma mensagem para as próximas gerações: é possível construir, aprender, inovar e, ao mesmo tempo, cuidar do meio ambiente e contribuir para uma sociedade mais sustentável.

 

 

Texto: Priscila Macedo – IFMT VGD
Fotos: Priscila Macedo – IFMT VGD

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